19. TUDO EM NOME DO AMOR

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Arte: Allan Nogueira

Por Carlos Riul

Raul foi meu professor na faculdade. Raul foi minha primeira referência na publicidade. Raul disse que eu era publicitário, sim. E mais: Raul disse que eu era redator, e que não aceitasse ter outra função dentro de uma agência. Raul, dez anos depois, me pediu uma resenha para um conto de seu livro.
Eu acreditei em tudo aquilo e, de fato, me tornei redator publicitário. E já que ele estava certo e agora me confiou uma análise de uma de suas obras, e quero crer que está certo de novo, vamos a ela.

Edgard ou Émerson? Tanto faz. Afinal, Tudo em Nome do Amor é válido, não?!

Pelo menos é o que afirmam os poetas, os compositores populares e os contadores de contos.

Paula, além de ter um fetiche com homens cujos nomes começam com a letra E (suponho, não é explícito), sempre teve em mente um nome para seu primeiro filho: Edgard, que fora seu primeiro namorado.

Émerson, além de ter asco do tal nome por conta da personalidade de um antigo conhecido assim chamado, ainda descobriu a história do “primeiro namorado”. Não tinha como dar mais errado. Dou-lhe toda razão, inclusive.

Émerson achava que dar seu nome ao filho era a melhor ideia. Paula discordava, achava um nome infantil (na escola eu nunca tive um amigo chamado Emerson… Mas eu divago), além de não gostar dessa coisa de Juninho. Dou-lhe toda razão, inclusive.

Os nomes dos supostos futuros vovôs também foram colocados em pauta, mas no meio da narrativa, descobrimos que a discussão foi em vão. Pobre Paula. O médico especialista foi taxativo em afirmar que daquele ventre nunca sairia Edgares nem Émersons, nem Edwares ou Hermes, nem bebê algum. Sugeriu, ainda, uma adoção. Porém a ideia passou batida. Aquela não era hora para uma segunda opção. Estavam falando de filhos, não sobre ir ao cinema.

Mas a discussão sobre os nomes não foi em vão. Quem não tem um filho Edgard, pode ter um animalzinho chamado Émerson, afinal. Justo.

O final envolvendo cachorrinhos é hilário. Bebês e cachorrinhos, como não dar certo? Discussões de relacionamentos, como não dar errado?

Para finalizar, afirmo: meus filhos nunca se chamarão Edgard nem Émerson. Mas uma cachorrinha chamada Paula… Ah, essa eu ainda vou ter, cara.

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