5. UM DIA PERFEITO PARA TOMAR REFRIGERANTE

01 UM DIA PERFEITO PARA TOMAR REFRIGERANTE-01

Arte: Fábio Zanetti

Por Eduardo Soares

O ser humano e sua eterna vontade de querer que tudo termine bem. E principalmente, de que a (in)consequência de seus atos sejam purificados, perdoados e de que nunca sejam execrados nesta existência. A riqueza dos detalhes (marca impulsiva do autor) imprime ao leitor a confusão mental em que o personagem se encontra. Afinal, quem nunca teve uma crise (ainda que momentânea) de perda de memória recente? Principalmente depois de uma bebedeira daquelas! Este processo de retomada da consciência, a medida em que o famigerado porre vai passando, nos conduz a imaginar que seremos surpreendidos no final.

O título do conto já nos aguça a buscar o tal momento perfeito para tomar um refrigerante, o que durante o embate cerebral de nosso personagem, não acontece como ele queria. Nem o com o ‘tempero’ especial encontrado no fundo dos armários pareceu descer redondo. Mas o que parece mesmo difícil de engolir são as dores do personagem e a amarga (não) lembrança da noite anterior. O autor consegue amarrar esse desespero do personagem com um telefonema: a tal ligação com o mundo exterior. Percebe-se, que de uma forma ou de outra, acabamos sempre fodidos. (rs).

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